Festival Internacional de Poesía de Medellín

Thiago de Mello (Brasil, 1926)

Sugestáo
Náo cegues o fio da tua lâmina
contntra a pedra em que o tempo transformou
a flor antiga que inventei cantando
quando sequer chegada eras ao mundo.
Nem cultives o cardo do infortúnio
em veredas por onde eu caminhava
antes da tua máo na minha vida.
Náo podes apagar o que já é cinza,
nem afogar o que a água já levou.
Alguma sombra azul do que passou
vive no amor que nos abraca agora.
Náo desperdices teu poder de luz.
Prepara, cada noite, a tua aurora.

Thiago de Mello. Livros: "Amazônia- A Menina dos Olhos do Mundo", "Amazônia, Pátria da ägua", "A Arte e Ciência de Empinar Papagaios", "Faz Escuro mas Eu Canto", "Manaus, Amor e Memória", "Num Campo de Margaridas", "Vento Geral"

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